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  • Beatriz Macedo

Óleo ou Azeite?


Quantas vezes você se questionou se usaria óleo ou azeite? E quantas outras vezes ouviu dizer que tal óleo faz bem, outro não se deve nem comprar?!


Bom, essa é a hora de entender um pouco mais sobre eles.


Óleo nada mais é do que a gordura em sua forma liquida - o azeite idem.


Quando vamos escolher um óleo para comprar, precisamos analisar a composição de sua gordura (qual a sua fonte) e saber para qual finalidade será usado. Se no caso for fritura, qual óleo suporta altas temperaturas e equilibrar bem o restante da dieta.


Uma das principais dicas é evitar gorduras saturadas (comumente provindas de fontes de origem animal), pois este tipo de gordura está diretamente relacionado à problemas cardiovasculares. Já as gorduras monoinsaturadas (ômega 9) e poli-insaturadas (ômega 3 e 6) agem de forma contrária - sem excessos, é claro.


Não menos importante que o tipo de óleo, é o tipo de preparação. Caso a preparação necessite que seja esquentado, precisa tomar cuidado com o que chamamos de “ponto de fumaça”. Que nada mais é do que a temperatura limite que o alimento suporta sem haver alteração em sua composição. Acima dela, ele sofre modificações químicas e passa a produzir substâncias tóxicas. Ou seja, quanto maior o ponto de fumaça, mais seguro é o óleo. Além disso, alguns deles, como o azeite de oliva extravirgem, perdem propriedades nutricionais importantes quando aquecidos. - Sabe quando o óleo esquenta muito e começa a sair fumaça da panela? Então, é aí mesmo que chegamos no ponto de fumaça do óleo.


Porém, fazendo esse equilíbrio entre a qualidade da gordura e o ponto de fumaça, entramos em uma discussão... As gorduras insaturadas (as que fazem bem para o nosso corpo) são menos estáveis quando submetidas ao calor, ao contrário da saturada, que aguentam maior temperatura, porém são prejudiciais à saúde quando consumidas em excesso.


Agora vamos pontos de fumaça e onde eles se adaptam melhor:


  • Óleo de canola | ponto de fumaça- 230°C. Como consumir: Levando em consideração seu ponto de fumaça e sua composição, é uma boa opção para usar na cozinha. Pode ser utilizado para refogar, grelhar e, eventualmente, fritar. sua matéria prima é uma planta transgênica.

  • Óleo de milho | ponto de fumaça: 215°C. Como consumir: Óleo muito utilizado na indústria, portanto, seu consumo deve ser evitado sempre que possível. sua matéria prima é uma planta transgênica.

  • Óleo de girassol | ponto de fumaça: 183°C. Como consumir: não é indicado o consumo para preparações que utilize altas temperaturas.

  • Óleo de palma (dendê) | ponto de fumaça: 230°C Como consumir: alta quantidade de gordura saturada, o que leva ao alto ponto de fumaça, podendo ser utilizado para frituras.

  • Óleo de oliva (azeite) | ponto de fumaça: 150° C à 180°C Como consumir: o ideal é consumir o extravirgem frio, acrescentando aos pratos já prontos e nas saladas. O virgem também pode ser utilizado para cozimentos mais rápidos, como refogados.

  • Óleo de soja | ponto de fumaça: 250°C Como consumir: tem um ponto de fumaça alto, então, é o mais indicado para eventuais frituras. Sua composição também favorece o uso em temperatura alta por mais tempo. sua matéria prima é uma planta transgênica.

  • Óleo de coco – o famoso – ponto de fumaça: 200°C Como consumir: rico em gordura saturada, é indicado para uso em temperaturas moderadas, inclusive no preparo de bolos e doces.

A dica mais importante é entender que todo excesso faz mal. Seja ele de alimentos que você considera bons ou ruins. Tenha sempre bom senso em suas escolhas, evite frituras, consuma mais alimentos in natura ou minimamente processados e quando o assunto for gorduras, procure utilizar boas fontes como por exemplo, das oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes, etc), sementes (chia, linhaça, semente de abóbora, girassol, gergelim, etc), abacate e óleos/azeite com moderação.

Espero ter ajudado, até a próxima.


Beijos da Nutri Bea.

CRN 3- 58059

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